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Escrito por Fearn às 12h03
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2 de Março de 2007- A loucura instalada. Parte 1 de 2

 

Fevereiro acabou e Fearn só foi se dar conta no segundo dia de março, é assim e vai piorando com tempo com os horários cheios ele acaba perdendo noção dos dias, sabendo apenas quando é sabado e domingo, sabado por que tem aula de manhã e não trabalha a tarde, normalmente ensaia apenas, e domingos que tem o dia livre pra fazer os trabalhos da Faculdade. A moleza acabou e cada dia Fearn tem mais consciência disso.

Acordou 7:30, dolorido, os exercícios do dia anterior já refletiam no corpo e essa dor só ia aumentar nos próximos dias, para acordar de ver teve de tomar um banho frio, se vestiu e saiu as pressas para a faculdade faltando dez minutos para as aulas começarem, tudo conspirou para que ele chegasse no horário, e de certo, primeiro entrou em uma sala errada, de outra turma, depois achou sua sala, seus amigos já estavam lá e a professora passando pela porta.

E vamos lá, acorda que é hora, quem ainda não acordou se dá mal, aquecimento, alongamento, 1 hora depois 200 abdominais, sofrimento, pessoas reclamando, dor, mais dor, mais flexões 50, 100, cansaço, respiração, andar pelo espaço, correr, fechar os olhos. Pronto fim da tortura.

Mas ainda muita coisa ia rolar, agora todos aquecidos, cansados, suados, tinham uma cena para apresnetar, discussões sobre a futura montagem e por ai vai, ainda brincaram que poderiam montar uma peça de verão se passando na praia por que todos estariam em forma e com corpos perfeitos no final do semestre.

Foi então a hora das apresentações das cenas de montagem, um a um foram apresentando Elvis apresentou um texto de Fearn, a bela núbis fez um Misto de Bernarda Alba e umaNordestina fantástica, como é bela essa mulher, um verdadeiro espetáculo, e assim segui Fearn foi o 5 ou sexto, totalmente seguro de seu texto, apresentou uma adaptação com bastantes toques seus, de uma mulher louca que frequenta o psiquiatra, toma remédios, e não contenta com o mundo que vive, não sabe o que são seres humanos e não aceita que assassinos e monstros seja considerados humanos, na verdade não aceita que nem os santos sejam considerados humanso por que eles bebem aguas sujas, a mesma água que lavaram os pés dos leprosos.

Tomaram então o belo café da manhã e retornaram,  mais cenas,mais resistência, gritos berros, a professora queria mais, e mais, todos enfrentaram seus limites e viram belos resultados a turma é forte, aguenta uma pressão enorme e no final da aula aprofessora disse que coisas vão mudar, que o o processo vai ser interessante e vai abalar muita gente, Fearn sabia disso, e gosta disso.

Quando a aula acabou já era meio dia e  Fearn saiu de casa de regatas e não poderia trabalhar assim então, depois de uma eximia pesquisa de coisas que poderiam fazer, incluindo comprar uma blusa, pediu par ao piansita apra trocarem de blusa, o mesmo acietou na mesma hora, foram até o carro, Fearn o agraciou com três tapas por que viu 3 carros amarelos, e na troca de camisa os dois com o dorso nu embaixo daquele sol escladante o pisnista lhe desferiu um forte tapa, um carro forte. Trocaram então de roupas e Fearn não pode deixar de reparar o peito do amigo queimado embaixo daquele sol escaldante, sorriu, o passado deixa marcas. E então foi trabalhar.

Almoçou besteira apenas um msito quente, tinha muita coisa pra fazer,e quando as coisas suavisaram ligou para Mister Ma eles conversaram por 17 minutos, e depois Fearn foi preencher o envelope para colocar a carta para ele, terminou de escreve-la mais faltava algo.



Escrito por Fearn às 12h03
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2 de Março de 2007- A loucura instalada. Parte 2 de 2

Fearn anexou a sua carta uma poesia de Vinícius de Moraes chamada Ternura, fechou e colocou na caixa de correio, pronto elá estava indo em direção ao Mister Ma.

Ternura

Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieto, muito quieto
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar
 extático da aurora.

Mas quando Fearn foi a caixa de correio algo estranho ocorreu, na volta passou no banco tirou um saldo de sua conta falida, riu, quando saiu na porta deu de cara com gabriel o ex de depois do pianista o estudante indeciso que sabia muito bem onde tava se metendo e sumiu sem dar satisfações a Fearn. Olharam cumprimentaram – se e Fearn continuou caminhando sem mesmo olhar para trás pensando em como a situação era engraçada, rever o garoto agora que tudo estava Bem, mas acabou de processar a informação parou na rua esperando o sinal fechar viu um ônibus de relance, seria possível?

Sim era possível dentro do ônibus estava Mister A, o primeiro amor platônico de 2007, o que Fearn se declarara depois de milhares de tentativas frustradas, ele não via o garoto desde a primeira semana de janeiro, sabia que uma hora iriam se ver, e nem vai ser igual ao encontro do ônibus, vão se ver de verdade, e conversar pois ainda são amigos, e tem mais amigos em comum, mas enfim a situação foi estranha, ver o pianista de manhã, estar vestindo a blusa do pianista sentindo seu cheiro, lembrando dos músculos do corpo banhados pelo sol de poucas horas atrás e depois ainda esses dois encontros repentinos, atravessando a rua ainda pensou em Mister D, esse ele não veria pois agora ele já estava na inglaterra, mas se não tivesse com certeza hoje se encontrariam.

O fim da tarde foi se aproximando e Fearn não se decidia, não sabia o que fazer, queria ir ao cinema enquanto esperaria Marco sair da aula, mais logo descobriu que Marco não teria aula, então ficou esperando o amigo ligar e ver se iriam fazer algo, e se Marco iria para casa de Fearn por que eles tinham aula no dia seguinte.

Mas Fearn não viu Marco nesse dia, tentou telefonar e nada do garoto atender

Foi então ao cinema sozinho eassistiu o motoqueiro Fantasma, no meio do Filme marco ligou, conbinaram de se ver mais tarde, Dr Julio também ligou e deu um ataque quando soube que Fearn foi ao cinema só e não o convidara, quando Fearn saiu do cinema Dr Julio já estava em uma seção assistindo o filme e Marco já tinha ido pra casa assim Fearn também foi embora.

Em casa ainda recebeu propostas para saidas como ir ao Beirute com Castello tomar um vinho com D r Julio e David, ou sair com Xon Xon mas não pode ir, teria que acordar cedo para ir para aula e Mister Ma estava longe, Conversou com o escritor Evertom Freitag que lhe contou um segredo de vida de  e morte, um segredo de amigo como o mesmo disse, Fearn na hora, surtou sentiu ciúmes, sofreu calado, mas nada falou, apenas aceitou o segredo, então as 23:50 de banho tomado, acendeu um cigarro e dormiu rapidamente.

Escrito por Fearn às 12h02
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1 de Março de 2007 - 400 Abdominais e mais alguns exercícios

 

Fearn levantou na hora certa mas enrolou e quase se atrasou, quando chegou na sala de aula de Projeto todos já estavam na sala, tudo correra como ele queria pouca gente, 14 pessoas, 12 conhecidas e 2 novas, já ficara claro que estarão montando um espetáculo e ensaiarão três vezes por semana, eles tem apenas 3 meses para isso e muita coisa para fazer, as duas primeira s horas de aula foram de conversa sobre os planos desse futuro.

Desceram para o café da manhã, e foi como se preparasse para uma guerra, os 15 minutos viraram 25, Miss S ficara muito feliz, descobrira que um dos calouros novos é hetero e comemorou com fogos de artíficio e ainda ficou por ali dando em cima do garoto, e o garoto bem que retribuia segurando a menina e a atrasando para a aula.

Depois desse intervalo veio a parte pesada, as pessoas tem uma mania de achar que ator é vagabundo, mal eles sabem o aquecimento dos infernos que temos que fazer diariamente  para dar conta do recado, e a Professora também não é nada boazinha, depois de dois meses parado Fearn sofreu no começo, o corpo duro não queria trabalhar mais nada que 5 minutos não resolva, abre daqui, abre de lá, estica, puxa, e por ai vai, dores musculares, alonga a coluna, deixa queimar, queima, queima queima, relaxa, minutos a fio. D epois para fechar uma série de 400 abdominais, divididas em 8 séries de 50, tá é claro que é pouco mas assim do nada, é bom ter uma viso né, e Fearn sabe que em uma semana isso duplica e se mantem pelos próximos seis meses, é mais que uma malhação.

Fizeram ainda mais alguns exercícios separados em grupos, Elvis em um grupo separado adora relembrar o passado de Fearn e o Pianista assunto sensação da faculdade no semestre passado, e voltou a tocar no assunto assim descaradamente mas de uma forma muito engraçada, imitava oPianista e ficava olhando fixamente para Fearn conseguindo arrancar grandes risadas da mini platéia.

A aula terminou perto do meio dia e Fearn sem tempo para descansar foi para o trabalho. Subiu terminou umas coisas que tinham prazo para ser entregue desceu e almoçou rapidamente, comeu comida pela primeira vez na semana e não sabe quando será a próxima vez e enfrentou toda uma tarde de trabalho, cheio de números e tabelas, quem diria que um dia Fearn trabalharia com números logo ele que sempre abominou a matemática, mais hoje ele é bem amigo dos números.

No final da tarde fugiu as 18:00 antes de seu espediente acabar e foi encontrar com Miss T, mas ela tinha ido tomar banho por que ela tinha um encontro romantico, então foi até o café, um ambiente nada londrino mais um pouco aconchegante tomou um espresso e uma coca cola, permaneceu no lugar por quase uma hora lendo Cascos e Carícias, e outras crônicas de Hilda Hilst, deliciava se com os textos de jornais da septuagenária escritora falecida a 3 anos quando viu que era observado por um homem de cabelos cacheados, sempre que levantava os olhos do livro o moço o observava, mas logo se distraiu outro homem de cabelo cacheado o olhava, era ele o Pinaista.

O pianista veio de encontro a Fearn, comprimentaram-se, sorriram um para o outro, Fearn não olhava para os olhos do pianista a muito tempo foi assim que fez para se desapaixonar, parou de encara-lo e sempre lembrava do passado e de como o homem era frio e indeciso, isso ajudou a criar o abismo que os separam hoje em dia.

Conversaram por minutos a fio, resolveram fuma um cigarro, sairam do café e foram até o carro do Pianista Batizado de Zeppelin deixaram umas coisas e foram para a frente da faculdade fumar um cigarro e logo Miss T chegou, era horário de entrada dos alunos e tnão Fearn viu e conversou com muita gente prometendo encontrar Miss t minutos depois e só subiu meia hora depois.

Quase 19:30 começaram a leitura da nova peça. Discutindo as cenas e entendendo-as melhor, aumentando o nível de compreensão demoraram uma hora e dez nessa leitura e perto das 21:00 Fearn partiu ainda rodou nos corredores cheios de desconhecidos mas não achou Marco Michelangelo, pensou sentir o cheiro do garoto uma hora mas deve ter sido apenas impressão.

Chegou em casa um pouco mais de 21:00 tomou um banho, mecheu no computador já ligado e desceu para comer rapidamente, mas muito rapidamente mesmo, quando voltou ainda pensou em escrever, tinha que fazer uma cena para apresentar na aula do dia seguinte, mas não escreveu apenas criou um roteiro na sua cabeça com a cena que desejava, escreveu uma carta nova para Mister Ma, ligou para o menino desejou boa noite e também deitou para dormir as 23:00 mas só pegou no sono meia noite

Escrito por Fearn às 13h08
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28 de Fevereiro de 2007 – O relóginho da Professora Parte 1 de 2

O relógio não despertou e Fearn acordou com a ligação de Mister Ma, já era 15 pras 8:00, ou seja estava bem atrasado, correu, tomou banho se arrumou, pegou o ônibus, fumou um cigarro, e chegou na aula com 20 minutos de atraso, pelo menos a professora não tinha ido e a aula estava sendo dada pelo coordenador da faculdade. Matérias de educação estão localizadas sempre entre a cchatice e o interessante, essa  não foi diferente.

Ficou na sala se cominucando com os colegas pelos os olhares, rindo disfarçadamente, prestando atençã e fazendo anotações tudo ao mesmo tempo, Ele e Mister Ma fizeram uma cordo que sempre que sentirem saudade dão um toque um no celular do outro, e de manhã é o quando telefone mais toca, ambos estão na aula.

Só tiveram o primeiro horário um pouco antes das 10:00 foram liberados para os homéricos cafés da manhã famosos, as pessoas até comentam desses cafés da manhã, os amigos reunidos, conversando felizes e empolgados, pena que isso só acontece na primeira semana de aula, depois a loucura é instaurada e cada vez menos encontros acontecem, esse semestre os alunos de artês cênicas não terão quase nenhum contato com a galera do pincel (artes plásticas) o que já diminui bastante as mesas de cafés da manhãs e as risadas matinais. Mas mesmo assim a empolgação é grande.

Fearn conseguiu entregar os textos dos outros atores, marcaram até uma leitura para esse horário vago mais a mesma não aconteceu por que Miss T tinha que resolver uns problemas e se atrasou, então apenas Fearn se sentou com Elvis e marcou suas falas, o texto é surreal, a primeira impressão das pessoas é realmente assustadora, mas é algo bem interessante.

11:30 depois de uma seção de fotos com a cantora Loiríssima Amanda Resende foram para a aula seguinte, uma aula de interpretação de textos teatrais com Miss S, amiga de Fearn já citada várias vezes, a mulher sempre espetacular, morena, raidiante, radialista e muitos outros adjetivos mais. Fearn já tivera aula com Miss S no ano anterior, a exatamente um ano atrás, então é sempr euma volta ao passado, ainda mais que vários momentos marcantes aconteceram nessa aula, mas coisas mudaram, e mudanças interessantes valem ser ressaltadas.

Entre elas teve a melhor de todas, Miss S agora usa um relógio desses de mesa, cinza quadradinho, quase discreto, e falou de sua nova metodologia, tudo tem hora amrcada, hora de ler, de escrever, de debater, de tudo, e o relógio apita indicando o final do prazo e a mudança de tema, isso realmente alegrou Fearn, ainda mais na sua sala onde discussões acirradas acontecem esse relógio teria grande serventia e seria um otimo objeto.

A aula terminou pontualmente 13:00 e Fearn querendo economizar tempo resolvi ir de ônibus, e em se deu mal, o percurso a pé de dez minutos se transformou em 30 por que o ônibus demorou para sair, pegou engarrafamento e  por ai vai, chegou no trabalho, atrasado mas foi tudo bem.

A tarde foi mais que corrida, duas reuniões, uns trabalhos inacabado na mesa, muitos telefonemas, conseguiu conversar com Mister Ma, essas conversas diárias ajudam a controlar a saudade mas algumas são irritantes, o satirismo psciano irrita muito, e Aquariano não é nada dramático então já viu discussões são quase constantes, e embora seja bom discutir de vez em quando por que quebra a rotina e tudo mais, sempre discussões são extressantes.

As 18:00 Fearn recebe a ligação de Dr Julio chamando o para fumar um cigarro, Fearn aceitou o convite e desceu para encontrar o amigo e foram conversar, atualizar os fatos, eles estavam se distanciando por causa do início da aulas e isso aumentaria cada dia mais.Fumaram então um cigarro juntos, e mudaram de lugar po causa do vento isso aconteceu mais algumas vezes, até que Fearn subiu pegou suas coisas e foram pro carro, conversaram lá mais um pouco, Dr Julio então foi encontrar Paca, mas antes deixou Fearn em casa perto das 19:00 horas.



Escrito por Fearn às 14h27
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28 de Fevereiro de 2007 – O relóginho da Professora Parte 2 de 2

 

Em casa Fearn foi ler um textos de um escritor, Evertom Freitag, e depois foi conversar com ele, ao mesmo tempo Miss T dava um ataque querendo atenção, provavelmente efeitodas anfetaminas, Sim Miss T está tomando anfetaminas por uma semana. Logo Fearn descobriu que Marco, o Princípe Hibrido lhe prometera uma visita e seria naquela noite. Não sabia, quando, nem aonde, nem por que, mas isso não durou muito, um pouco depois de 20:00 recebeu a ligação primeiro pensou que era Mister Ma, mas logo depois viu que era Marco, coversaram o amigo chegaria a qualquer momento, Fearn que decorava textos nesse momento percebeu que seus cigarros chegavam ao fim e desceu para comprar, quando voltou Marco já o esperava na porta de casa no segundo andar, o menino disse que chegara e encontrara todas as portas abertas como se estivesse em um filme.

A presença de Marco é sempre uma coisa estranha para Fearn, não um estranho ruim, apenas estranho, não é um sentimento, não tem como explicar muito bem, mas tem alguma coisa ali entre eles, na forma como se olham, como se abraçam, e somo conversam também, na sinceridade das palavras, no medo do adeus, mas eles não tem nada. Fearn tem outro marco po quem sente algo e é correspondido, mas essa dúvida sempre paira no ar.

A visita foi rápida durou pouco mais de uma hora, Fearn aproveitou e quando levou o amigo no ponto de ônibus foi comprar um cartão telefônico para ligar para Mister Ma, no meio do caminho o mesmo ligou e ouvindo barulho da rua discutiram.

Mister Ma – Você me disse que estava em casa, onde você está, que faz esse barulho.

Fearn – Estou em baixo de casa, vim comprar um cartão telefônico, vo te ligar perai.

Fearn foi então até um orelhão e ligou para o garoto.

Fearn - Eu sai pra comprar um cartão telefônico pra ligar pra você.

Mister Ma – Com quem ? me diz com quem você tá?

Fearn, Você sabe que não precisa disso, aliás, você sabe que pode confiar em mim, Olha não dá pra conversar com você Marco Antônio.

Mister Ma – Você me chamou de que... Tu tu tu

O menino desligou na cara de Fearn e ainda por cima desligou o telefone, qual os problemas dos Marco Antônios, pensava Fearn, não era o primeiro, era o segundo e era do mesmo jeito indgnava-se toda vez que o segundo nome era pronunciado, mas gostava de diminutivos, meu deus, diminutivos deveriam ser pior, mas vá lá entender a cabeça d eum Marco.

Os Marcos são assim meio inconstantes mais apaixonantes, é dificil você saber se eles vão acordar de mal humor, ou se eles vão querer comer no mesmo restaurante de todos os dias, eles não podem saber que você conhece eles, por que senão começa a perder a graça, os Marcos normalmente são seres especiais e nem se esforçam pra isso apenas acontecem.

Fearn dormiu sem falar com o menino, que manteve o celular desligado eternamente até as 5 da manhã, Fearn apenas viu que o celular tinha sido ligado e voltou a dormir, não ia também correr atrás aquela hora da madrugada, tudo tem seu limite.

Escrito por Fearn às 14h26
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27 de Fevereiro de 2007 – O herói Problemático. Parte 1 de 2

 

Fearn acordou as 6:00 da manhã, hora que Mister Ma estaria indo para aula mais o celular do menino ainda estava desligado o que indicava que ele ainda não tinha acordado, Fearn não voltara a dormir, ele estava bem, não tinha mais febre seu corpo voltara ao normal e a energia também, enfim teria aula, tomou um banho demorado e se arrumou, vestiu se bem e saiu de casa a tempo de chegar na faculdade na hora certa sem se atrasar.

Fearn chegou e as pessoas já tinham todas entrados para as suas salas, mas essa foi só a primeira impressão, logo viu uma fila imensa no primeiro andar, descobriu que sua aula seria no 4° andar e quando chegou lá todas as salas estavam  fechadas e  as pessoas espalhadas pelo corredo, da sua sala mesmo só tinha mais duas pessoas, saiu e foi enfrentar a enorme fila de confirmação de matérias, aproveitou os amigos inúmeros na fila e entrou bem no começo dela permanecendo ali apaenas uns 5 minutos e saindo.

Ao sair outras pessoas da sua sala haviam chegado, totalizando seis pessoas, descobriram que não teriam aula por que o professor foi fazer uma cirugia aproveitaram para tomar um mega café da manhã e fazer a leitura de um texto enorme sobre crítica teatral.

Eram 5 Miss T, Elvis, Fearn, Cleide e Jefrey, em uma mesa de uma lanchonete barulhenta no meio de um shopping sem teto, discutindo sobre crítica teatral as 9:00 da manhã de uma terça feira, tem coisas que só o começo de semestre faz com você,  a empolgação e a vontasde de estudar, tanto que nas duas horas seguintes que a leitura ocorreu as pessoas iam se dissipando e indo embora resolver problemas.

Mas elaborar críticas de teatro, ou de uma obra de arte, filme seja o que for é realmente muito complexo, tem de se separar vários fatos, vários temas e visões, e no meio do texto Fearn leu algo que o chamou a atenção.

“O herói Problemático seria um louco ou um criminoso, cuja a busca inautêntica de valores autênticos, num mundo conformista e convencional, constitui o núcleo do gênero literário romanesco(Teoria do Romance)” Seria Fearn então um herói problemático?

Passaram a manhã toda envolvida na leitura e debate do texto, ffazendo até comparações com o desfile das escolas de samba que Elvis assistiu assiduamente, conseguiram se divertir e ainda deixarem em dia as matérias, Fearn foi chamado de consciência coletiva por Miss T, segunda ela a consciência coletiva nasce de uma discussão em grupo, onde as pessoas debatem e resolvem coisas, mas Fearn resolve tudo sozinho e só comunica os outros.

No final Sobraram os dois, Fearn e Miss T na porta da faculdade conversando sobre o novo espetáculo, Fearn estava tendo o que queria a energia necessária para terminar de escrever o texto, não seria impossível estreiarem em maio, não se continuasse no ritmo, saiu e foi para o trabalho antes do meio dia releu todo o texto e viu o que faltava, tinha que escrever mais 30 minutos de fala e marcar umas ultimas mudanças em grupo estariam prontos para ensaiarem, era só começar e começaria naquela noite.

Mas ele não esperou anoitecer, se debruçou sobre o texto, leu e releu para relembrar a história e desenterrar o que queria mostar, e começou a escrever em 4 horas escreveu 14 páginas finalizando assim o texto, deixando tudo pronto para começarem as leituras efetivas e marcar todos os ensaios, por várias vezes brigou consigo mesmo por não estar escrevendo, e cada dia que passava tinha mais certeza na hora certa ia sair e agora o texto estava pronto.

É estranho você conseguir escrever um texto, ainda mais uma peça de teatro, olhar e saber que aquilo estará sendo ensenado em muito tempo, isso é realmente mágico, é fabulosos conseguir estrair coisas mirabulosas de nossa mente.

A noite Fearn voltou a Faculdade entregou o texto a Miss T, conversou muito com ela, e tinha uma reunião com o coordenador, não encontrou Marco pois descobriu que o amigo não tinha aula, a reunião correu bem, foi demorada mas satisfatória, Fearn imagina que coisas boas venham a acontecer, mudanças na faculdade e a inclusão de seu nome em projetos futuros e isso será ótemo.



Escrito por Fearn às 13h55
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27 de Fevereiro de 2007 – O herói Problemático. Parte 2 de 2

Foi embora perto das 20:30, direto para casa, meio eufórico ainda, escrever cansa, de uma forma diferente mais cansa, tomou um banho, fez uma refeição leve, e foi para o computador, conversou com o amigo escritor, e com um amiga conhecida como “ Minha cara Lacerda” um codinome político pós ditadura, uma pessoa muito especial além de amiga de faculdade, fazia tempo que não conversavam, contaram as novidades, a amiga já sabia do namoro apenas esclareceu alguns detalhes.

Minha cara Lacerda – Nome, idade, onde Mora?

Fearn – Marco, ou Mister MA!

MCl – Marco, o Marco! Enfim ficaram juntos.

F- Não, calma Mister Ma é outro garoto, Marco é muito especial mais é de muitos homens, Fearn precisa de um Marco só pra ele.

MCL – Que lésbianisno, sempre soube que você era lésbica. Mas me diz como foi como está?

F – Ele é de Caldas Novas, meu Lolito Baby, tem 15 anos, e foi bom, e está sendo maravilhoso apesar da distância..

MCL – É alguém tem que namorar os lolitos!!!

A conversa se estendeu por horas sobre vários assuntos ainda, os dois ainda não tinham se encontrados na Faculdade mais isso não tardaria a acontecer, Fearn deitou para dormir umas 23:00 mas não conseguiu, ficou ouvindo música e sentindo uma intensa saudade, fumou bem uns 4 cigarros e perdeu o sono, tentou falar com Mister Ma e não conseguiu, acabou ficando acordado até 1:00 da manhã, adormeceu e as 4:00 da manhã quando Mister Ma ligou o telefone se falaram, até as conversar noturnas eram maravilhosas, Fearn sentia vontade de se enfiar no telefone e viajar pelos cabos ópticos mas logo pegou no sono novamente.

Nosso herói problemático meio certo meio errado, perdido no meio de um monte de dúvidas, cercados de certezas não bem o que fazer, se deve pergutnar o caminho pra alguém ou seguir assim de olhos fechados, meio cego, ou meio sendo guiado por uma voz de anjo e por um sentimento adorável.

Escrito por Fearn às 13h54
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26 de fevereiro de 2006 - A volta as aulas

 

Fearn passara uma noite terrível, com febre alta, acordando várias vezes e sentindo muito frio, acordou um pouco antes da 7 da manhã com Mister Ma avisando que estava indo para a escola, ficou na cama ainda pois não se sentia bem, levantou as 07:30 tomou banho para ver se sentia melhor o que não funcionou, saiu de casa se sentindo meio mal mas com muita vontade de retornar a faculdade.

O primeiro dia de aula é sempr eum espetáculo, aquele lugar cheio de pessoas novas, uma energia descomunal, pessoas sorrindo, falando alto, conversando, Fearn chegou 8:10 mais estavam todos na porta, passou pelo pianista e seu pai que ia estudar ali, mas não os cumprimentou Miss T fez um escândalo chamando a atenção para Fearn ai foi um grande festival de abraços, beijos, gritos, Fearn enfim viu sua amiga Potira, uma índia muito amorosa que perdeu o irmão no último natal, e passou por mals bocados, lutando contra essa insegurança que temos de pisar nas ruas.

Fearn também viu Monikão, uma amiga fantástica, Ex fangueira, morou por anos no Rio de janeiro e mudou para Brasília para fazer a Faculdade, foi a primeira pessoa que Fearn conhecera, e entre eles muitos mais conhecidos, o Amigo Elvis, e outros companheiros de sala também estavam presente.

Á dois anos o primeiro dia de aula é sempre igual, a aula acontece no teatro com todos os alunos, deixando o teatro lotado, e a maioria falta por quê sabe que vai ter a palestra, apresnetam-se os diretores da faculdade, o presidente, vice presidente, papagaio, fantasmas, cordenadores, professores e por ai vai, todo ano um professor Bahiano fantástico conta a mesma história, mudando poucas coisas e depois de uma hora de palestra as pessoas começam a sair e dissipar.

Foi o que aconteceu com Fearn, começou a passar mal, a febre começou a subir, e o falatório a irritar chamou então o amigo Elvis e foram tomar café da manhã, no clube dos corações partidos. Era estranho voltar aquele lugar, rever o pianista ver que tudo acabara, como eram loucos os dias em que se encontravam, como aprontavam, matavam aula para tomar café da manhã, almoçavam juntos, Fearn se atrasava para o trabalho, nada disso aconteceria novamente, as coisas haviam mudado. Mister Ma ligara algumas vezes mas Fearn estava na palestra e não puderam conversar.

No trabalho de Fearn ele presenciou uma cena engraçada, um Sr que senta em uma sala perto da dele tem verdadeiro fascínio por alienígenas e Ovnis, tanto que qualquer minuto de folga você pode ver o Sr lendo sobre o assunto, e nesse dia não era diferente o Sr lia sobre Casamentos Alienígenas e cerimônias religiosas em outros planeta.

Fearn riu, enquanto trabalhava em levantamentos de colheitas de produtos seu vizinho possivelmente procurava uma esposa aliegína, ele sofria com a febre também que volta e meia resolvia aparecer com força, arrepiava-lhe os pêlos dos braços e o fazia sentir muito frio, o céu azul e o sol a essa hora já tinham desaparescido, tudo estava cinza e chuvoso, era perto de 16:00 a tarde não queria acabar.

No final da tarde Helena ligou para saber se Fearn estava bem ele mandara uma mensagem para a amiga dizendo que a febre aumentara, e de fato aumentara, assim Helena prometu que buscaria Fearn e o levaria em casa, ele não poderia ficar andando por ai desse jeito. Helena chegou as 18:00 Fearn desceu e entrou no carro da amiga, foram ao hospital, o médico atedeu Fearn rapidamente, o menino estava com quase 39 graus de Febre, e o médico disse que eel não tinha nada.

Médico -  Meu filho isso é paixão. Você não tem nada, eu posso te receitar remédios e eles simplesmente não farão efeitos se você não quiser que faça, você sempre controlou muito bem seu organismo.

Fearn saiu do consultório do Médico e foi pra casa ele queria deitar e ficar quieto na sua cama, e melhorar o mais rápido possível. Foi o que fez depois de tomar remédios de todas as cores, sentiu muito sono e deitou, dormiu por quase 4 horas e acordou as 22:00 da noite já sem febre se sentindo muito melhor, levantou tomou um banho, ligou para Mister Ma avisou que estava melhor, e voltou para a cama demorou para dormir novamente mas pelo menos ficou descansando pegou no sono de novo 1:00 da manhã.



Escrito por Fearn às 11h24
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25 de fevereiro de 2007, Vênus

 

A febre diminuiu, o corpo ainda dava sinais de uma futura febre, ou de resquícios da anterior. Fearn acordou relativemente cedo perto das 10 da manhã. Tinha que passar o dia acordado para poder dormir cedo, levantou e deu andamento a finalização da arrumação da casa, ficar de cama não estava nos seus planos ele já deveria ter terminado essa faxina á uns dois dias no mínimo, E essa foi a manhã de Fearn ou parte da que sobrou, tirando um kilo de pó dos móveis, cinzas de cigarro por toda a casa, movendo as últimas coisas do lugar, tipo guarda-roupa e cama.

Perto da hora do almoço conversou som suchi que estava indo almoçar na casa da avó, Fearn não foi almoçar, talvez essa parada abrupta de ingerir comida esteja contribuindo para ele ficar doente, Fearn então conbinou com Castello que iriam para o cinema a tarde, sair de casa talvez fizesse um bem enorme e espantasse de vez essa febre.

Marcaram de sair as 15:00 mas Fearn imaginava que Castello iria se atrasar, então terminada a arrumação tomou banho e assistiu o primeiro episódio de Heroes, como iamginava Castello ligou 15:30 dizendo que ainda estava saindo de casa, e foi tão cara de pau que ainda botou a culpa no Suchi, dizendo que o menino que demorara para pegar o ônibus.

Chegaram na casa de Fearn as 16:30, levemente atrasados, cogitaram visitar Sean o pai de Suchi mas o mesmo não atendeu o telefone então foram para a Acadêmia de Tênis, Fearn foi comendo no carro, sua primeira e única refeição do dia, chegaram na acadêmia Fearn acendeu um cigarro e foi dar uma voltar, sentar na beira da piscina, ele queria estar abaraçado com alguém naquele momento, Mister Ma tão longe, fumou o cigarro e foi para o Hall encontrar os amigos.

Fearn indicou Vênus, já tinha lido uma reportagem muito boa sobre o filme, e ir na acadêmia para ver filme americano não tem graça. Tem que se transformar em cult e apreciar obrar de Arte, Castello e Suchi aceitaram mesmo sabendo que provavelmente não gostaria do filme, mas de que importava casais no início de namoro não veem filme, se beijam eternamente, Fearn lembrou se então de Mister D quando fora ao cinema, mas logo espantou os pensamentos.

No meio do Filme o celular de Fearn tocou frenéticamente, Mister M, o Pianista, Mister E, Mister Ma e Dr Julio ligara, sim o bom médico estava de volta e queria se encontrar marcaram de se ligarem depois do filme para se verem..

O filme era bélissimo falava sobre o preconceito que temos contra as pessoas mais velhas, um romance bélissimo com ator beirando os 70 anos e uma menina de 20, que transitava entre amante e prostituta, a gente se depara com nossos próprios preconceitos, e os dilemas acabam soando como piada, mais imagina como é você envelhecer sozinho e as mulheres simplesmente terem nojo de você, ou negociarem beijos no pescoço por presentes, há amor ali, da sua forma mais há, as pessoas as vezes demoram para admitir o que sentem.

Quando saíram do cinema Fearn marcou com  Dr Julio de se encontrarem no Shopping, Castello e Suchi resolveram ir também e assim sairam da Acadêmia da Tênis e partiram em direção ao Shopping.

Já no estacionamento para irem para o Shopping, Castello para o carro bem do lado do carro de Dr Julio, quando se falam no telefone descobrem que estão lado a lado, descem do carro e se cumprimentam, Dr Julio com o rosto e as bochechas rosadas do sol de Abrolhos dá um abraço no amigo, Fearn na hora percebe algo estranho, Dr julio ganhara no mínimo uns 5 kilos nessa viagem se não foi mais, tinha até peitos, mais continuava um homem bonito, mas gordinho.

Fearn contou para o amigo sobre o namoro, como tudo estava bem, que ele tão feliz das aulas estarem voltando, e Dr Júlio viu a pulseira no braço de Fear, a mesma que Mister Ma deu, assim tirou uma do seu braço e entregou para o amigo uma pulseira de madeira também comprada e fabricada em Alcobaça, Fearn adorou e sorriu colocando junto com o presente do namorado.

Castello e sua compulsão por comida foi ajntar, fazia menos de duas horas que havia comido, mas suchi o acompanhou, Fearn e Dr Julio foram para atrás do Shopping fumar e conversar enquanto David não chegava.

Quando enfim David chegou os três foram ao carro ver as fotos da viagem, depois Fearn resolveu partir, Suchi e Castello foram para a casa dele, enquanto Suchi obrigava Castello a massage-lo na sala longe da vista de todos, Fearn conversava com Mister Ma, contando as coisas do final de semana.

Os meninos partiram 22:00 e Fearn deitou, tomado pela febre rolou na cama até uma da manhã quando dormiu, mas acordou várias vezes se sentindo muito mal, e tendo princípios de delírios febris.



Escrito por Fearn às 16h26
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24 de fevereiro de 2007 Febre de Saudade

24 de fevereiro de 2007 Febre de Saudade

Fean não viu ninguém no sabádo na verdade ele ficou muito doente, passou a noite com uma dor estranha no peito e tendo febres monstruosas, dessas de fazer piadinhas, oh eu poderia fritar um ovo na minha testa, e talvez pudesse mesmo, só conseguiu acordar de verdade as 15:00 da tarde, e nem fora dormir tarde, ele dormiu muito e seu corpo ainda estava pesado e cansado.

É estranho ter febre, o corpo quente, um cansaço, uma vontade de ficar na cama embrulhado, uma agonia, um mal estar parece que seu corpo está levemente dormente, e muito mais sensível, só você encostar sua mão no pescoço seria suficiente para um arrepio, para um novo mal estar. Ela vem e vai, e você se sente muito desconfortável, Fearn queria que Mister Ma estivesse por perto nesse momento, ou até o pianista que tinha uma brincadeira que ele chamava de plano de saúde e quando Fearn adoecera ele cuidara do menino.

Mas ele ficou sozinho, aproveitou a solidão para pensar nas coisas, assistiu os 4 episódios de umseriado Global chamado Antônia, que conta a trajetória de 4 garotas negras que querem cantar, eles ressaltam demais o lado pobre do Brasil, mas é um belo seriado, e uma frase ficou na cabeça de Fearn. “Como numa cidade tão grande, com tanta gente, a gente acaba sozinho”.

Falou com o Mister Ma no telefone várias vezes, o garoto tinha ido com a família para um hotel fazenda e ia passar o final de semana lá, tudo que Fearn mais queria era que estivessem juntos, mais teria paciência, ele sabia que essa febre poderia bem ser por causa da distência que separava os dois,uma amiga até brincou imagina se ele morasse no Rio Grande do Sul, você já estaria morto.

Fearn aproveitou o tédio e ausência dos amigos para criar um perfil no Orkut para Castello, o velho moço não fazia parte da rede e Fearn resolveu dar uma ajuda, vai que ele não faz parte apenas por não conseguir mais preencher cadastros e descrições. Fearn deixou tudo pronto e enviou um email pro amigo.

Saiu para comer as 19:00 da noite, foi até o shopping de ônibus por que não se sentia bem, comprou dois Kalzones um de 4 queijos e um Português comprou ingresso para o cinema e assistiu Borat.

Borat é um filme ridículo que foi indicado ao globo de ouro não se sabe cargas dágua por que, é uma comédia perfeita, politicamente incorreta, que ofende todas as classes, públicos e etnias,  mas irrita demais, se esse é o objetivo onseguiram atingir Fearn que ficou mal humorado o filme inteiro achando ridículo e riu apenas uma vez, mais o cinema lotado tinha crises histéricas de riso, Quem está errado?

Quando saiu do cinema foi ao seu trabalho ligar para Mister Ma, passaram cerca de 30 minutos no telefone, conseguiram conversar e suavisar a saudade, se sentir mais próximos, depois Fearn ainda falou com sua mãe e com Castello contando sobre o Perfil no Orkut, Castello deu ataques e mais ataques, negando a idade, reclamando das fotos, e de outras coisas mas no fundo gostou do presente.

Fearn voltou pra casa perto das 22:00, e a febre voltou com força total, nada o fazia melhorar, Castello mandou o amigo dormir mais ele não conseguia, quando deu meia noite novamente era 23:00 acabara enfim o horário de verão, seria a noite mais longa do ano, Fearn assistiu seriados e dormiu antes de 1 hora da manhã queria acordar bem e cedo no domingo.



Escrito por Fearn às 16h05
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23 de Fevareiro de 2007 Aprendendo com os erros Parte 1 de 2

As coisas começam a mudar na vida de Fearn, mudanças e mais mudanças, esperanças do futuro, essas novidades que aconteceram ajudaram Fearn a abrir os olhos, a repensar nas coisas que quer para o futuro, a viagem trouxe relativas mudanças, Castello e Suchi namorando, Castello abandona o mundo e vive apenas para o novo namoro. E em uma das suas conversas do dia vale a pena destacar essa.

 

F – Quais são suas dúvidas Medonhas ?

 

CB - minhas dúvidas medonhas dizem respeito a mim mesmo... não sei para o que eu estou preparado.. de qualquer forma, a vida vai levando.

F - é ninguém sabe para o que está preparado ando pensando nisso,

 

As vezes eu peso no Dionathan eu entrei de cabeça no relacionamente como eu sempre faço.

Levei aquela apunhalada nas costas.. mas enfim imagine se eu tivesse ficado com medo, desconfiado eu não teria aproveitado nada, não teria tido os bons momentos que tivemos, e não foi apenas eu e ele

graças a ele eu e vc nos aproximamos mais, voltamos a sair mais, fomos ao ZOo, visitamos Brasília, tiramos fotos bonitas, saimos muito, rimos muito, sofrer no final é inevitável, afinal de contas mesmo que o sentimento seja eterno as pessoas não são. Lembra do Ricardo, a gente se gostava demais, tudo era perfeito, é claro que tinha seus problemas mas a gente ia resolver, e ai ele partiu, e ele se foi de um jeito que não volta mais. Imagine se eu tivesse ficado com medo das coisas e não aproveitado o tempo.

 

A gente só vive uma vez, as oportunidades são únicas, o tempo corre e nós temos que tentar ser mais rápido que eles, eu sempre tive comigo que talvez amanhã seja tarde demais, eu sempre deixei pra dizer pro Ricardo que amava ele no outro dia, enquanto ele sem nenhuma dúvida dizia que me amava. Nós seres humanos nos prendemos, nos privamos, deixamos as dúvidas medonhas se apossarem do nosso corpo e mente, até onde isso vale a pena? Podemos não sofrer, mais nunca saberemos o quanto teriamos sido feliz.



Escrito por Fearn às 11h42
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23 de Fevareiro de 2007 Aprendendo com os erros Parte 2 de 2

 

 

A vida regrada que as pessoas levam tiram muito isso delas, vivemos em um rotina, acordar, trabalhar, almoçar, ir pra casa, ligar o pc e dormir. Cadê a emoção, as escapulidas, por que não sair do trabalho e pular de para quedas, salvar uma criança de um atropelamento, visitar um amigo que não vemos a tempo. A vida é cheia de por quês  e a gente anta tão afundado no ócio que nem queremos responder.

 

Nos conformamos em ganhar um salário que sustente nossos vícios e farras, mas até quando quereremos só isso, será bom olhar para trás e ver com o que disperdiçamos tudo. A vida não precisa de respostas exatas mas talvez de arriscarmos a responder, certo ou errado aprendemos com isso, lágrimas são inevitáveis, seja de tristeza ou felicidade, talvez só carreguemos pra nossa velhice as lembranças boas que teremos, os primeiros beijos, as viagens, as decepções. os pedidos de desculpas, o medo nos priva e nos traz arrependimento, e nada é pior do que se arrepender de algo tudo acontece quando tem de acontecer.

As pessoas mudam muito de opinião Fearn sempre pensa e fala sobre isso, ele agora esta envolvido com um garoto de 15 anos que mora longe, como ter um romance a distância, talvez Fearn tenha esquecido de ler o livro “ Como ser feliz tendo um namoro a distancia” Talvez. Mas tem coisas na vida que o mais fácil é você relazar, parar de esquentar a cabeça, ficar neurótico imaginando aonde o outro está. Acontece tanta coisa com a gente, então é fechar os olhos e deixar a vida correr, se tiver que acabar vai acabar, se tiver que durar vai durar, sofrer por antecipação está fora de moda, É preciso ter calma, respirar fundo deixar as aguas de março ou de fevereiro rolarem. Talvez nem todo carnaval tenha seu fim.

Fearn vem diariamente ouvindo a voz da razão , e nem se importa se essa voz nem seja maior de idade, essa voz as vezes parece ter consciência de tudo. Fearn se sente um adolescente bobo, afinal de contas ele já cresceu e continua alimentando os sonhos de um relacionamento estável, de uma paixão infinita e segura, ele acredita no amor e os adultos tem coisas mais importantes para acreditar.

Escrito por Fearn às 11h42
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